07/07/2026

Motorista de caminhão que arrastou carro na Via Dutra afirma que não fugiu; PRF contesta

Julho 06, 2026
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A defesa do motorista do caminhão envolvido em um acidente que arrastou o carro de uma idosa por aproximadamente 700 metros na Via Dutra, em São José dos Campos (SP), declarou que ele não fugiu do local e que não percebeu a colisão. Segundo os advogados, o veículo da vítima estava em um ponto cego da carreta.

No entanto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) contesta essa versão. A corporação informa que os registros analisados indicam que o caminhão fez uma breve parada após o impacto, continuou a viagem e passou em frente a um posto da PRF sem parar, além de não ter acionado o telefone de emergência 191.

Na segunda-feira (6), o motorista prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado. A investigação sobre o acidente segue em andamento.

O acidente ocorreu por volta das 11h, no km 145 da Rodovia Presidente Dutra, no sentido São Paulo. A idosa, Maria Auxiliadora, relatou que estava mudando de faixa devido a um estreitamento na pista quando foi atingida pelo caminhão, que alegou não ter a visto.

O advogado do caminhoneiro, Antônio Franc, afirmou em entrevista à Rede Vanguarda que seu cliente havia comunicado a um funcionário da concessionária que se deslocaria para um local seguro para estacionar, pois a Via Dutra estava em obras e uma parada imediata poderia obstruir a pista. O advogado ainda disse que o motorista notou que a idosa estava fora do carro, aparentemente sem ferimentos, e que ela estava usando o celular para registrar o acidente.

A PRF, por sua vez, discorda da versão apresentada pela defesa. O inspetor Cleverson Calzado informou que o caminhão reduziu a velocidade e fez uma breve parada logo após o acidente, mas seguiu viagem. Além disso, a PRF confirmou que o caminhão ficou estacionado por cerca de 40 minutos em um ponto da Via Dutra, mais à frente da unidade policial e que o telefone de emergência não foi acionado.

A PRF entregou à Polícia Civil os registros do tacógrafo do caminhão, que registra informações como velocidade e períodos de parada, para análise durante a investigação. A Polícia Civil ressaltou que outros elementos técnicos serão utilizados para esclarecer a dinâmica do acidente e verificar a versão do motorista.

A CCR RioSP, concessionária responsável pela rodovia, afirmou que havia um acostamento a cerca de 500 metros do local do acidente, onde o caminhão poderia ter parado em segurança, e que não era necessário deixar o local da ocorrência. A empresa não se posicionou sobre a alegação do motorista de ter contatado um funcionário da concessionária após o acidente.

Fonte: g1.globo.com

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